
1967 foi um ano difícil para os Stones, depois de viver uma curta experiência psicodélica e gravar o Their Satanic Majesties Request, o mais criticado ( e injustiçado) disco da sua carreira e ter se entupido de tantas drogas que Keith Richards chegou a dizer que a única coisa que ele ainda lembra dele é a escolha da capa os Stones resolveram parar e voltar as suas origens. O resultado pode ser visto em Beggars Banquet de 1968, um dos melhores álbuns da carreia dos Stones e por conseqüência um dos maiores discos da história do rock. Beggars(..) e um disco sujo e carrega o DNA dos Stones de modo bruto. O rock é tosco, o country é parodiado e o blues é marcante. Além dos eternos hits Sympathy for the Devil, uma corrupção das memórias do samba e de um terreiro visitados no Brasil, e Street Fighting Man em pleno 1968 o disco ainda é recheado de bons momentos. Temos os últimos slides de Brian Jones em No Expectations, o mais divertido falsete de toda a carreira de Jagger na zoação country de Dear Doctor e as conotações sexuais óbvias (bem ao gosto de Jagger)de Stray Cat Blues. A fase foi tão boa que a banda pode se dar ao luxo de gravar e arquivar um show com músicas do álbum e números de convidados como John Lennon, Eric Clapton e The Who. Os Stones ainda mantiveram ótima fase blues rock com Let it Bleed, Sticky Fingers e a obra máxima Exile on Main Street antes de mudar novamente após a partida de Mick Taylor, substituto de Jones, e a entrada de Ron Wood.